segunda-feira, 14 de março de 2011

Dia Nacional da Poesia - Poemas que me emocionam

Retrato
Cecília Meireles

Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida a minha face?




Ouvir Estrelas
Olavo Bilac

"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muitas vezes desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda a noite, enquanto
A via-láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"

E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas."


Mortos? Não
Antero de Quental

Nós não somos os mortos condenados
Aos sepulcros de treva e cinzas frias,
Tristes evocações das agonias,
Sob os dobres dos sinos de finados...

Não estamos nas lápides sombrias
Dos cemitérios ermos e isolados,
Somos somente amigos apartados
Pelo... espaço das horas fugidias.

Crede que a luta é a nossa eterna herança,
Com a qual marchamos plenos da esperança
Que une os mundos e os seres nos seus laços.

Depois da morte, a luz de um novo dia
Resplende, transbordante de harmonia
Pela serenidade dos espaços.

Psicografado por Francisco C. Xavier


Assim eu vejo a vida
Cora Coralina

A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O importante é ler

Estive lendo uma entrevista com José Castilho Marques Neto, diretor- presidente da Fundação Editora da Universidade Estadual Paulista(Unesp) e secretário-executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura.
A entrevista está na revista A REDE - Tecnologia para a inclusão social, ano 7, nº 59, junho de 2010.
Da matéria copiei o título dessa postagem onde José Castilho nos fala sobre o uso das tecnologias como ferramenta de democratização de acesso à leitura mas afirma que "leitores se fazem com políticas públicas de inclusão, professores preparados, famílias que estimulem o prazer de ler".
Garante que "o livro em papel não vai acabar", que mesmo no formato digital, as funções do editor de conteúdo e das editoras, vai sobreviver.
Transcrevo a seguir uma das perguntas feitas a Castilho e sua resposta sobre leitura e leitor.

Recente pesquisa realizada pela Câmara Brasileira do Livro mostrou que 77 milhões de brasileiros não tem o hábito de ler. O livro digital pode contribuir para formar leitores?
José Castilho Marques Neto - Eu acredito bastante nessa possibilidade, porque a tecnologia facilita e democratiza o acesso à leitura. Hoje, quando se fala no direito à leitura, obviamente se está falando no acesso às novas tecnologias como um direito também. No entanto, temos ainda muito a fazer, em outras áreas básicas, para desenvolver leitores. Um aparato eletrônico não vai transformar uma pessoa em leitor. Se você der um dispositivo de leitura eletrônica a uma pessoa que não tem o prazer da leitura, ela não vai fazer nada com aquilo. Não vai ser estimulada a ler só porque tem um aparelhinho diferente na mão. O computador, a internet, são ferramentas importantíssimas para quem já é leitor. Ou dentro da estratégia de construção de leitores, mas segundo um projeto pedagógico consistente, para formar leitores. E, para formar leitores, é preciso o professor que orienta, a família que dá o exemplo, políticas públicas de bibliotecas acessíveis, em locais prazerosos. O hábito é desenvolvido pela própria leitura. Por isso, é preciso oferecer leitura, de todas as formas, em papel, digital... e as bibliotecas têm de estar preparadas para isso. Para oferecer o que o leitor quer ler.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A África, meu pequeno chaka...

Tenho feito uma pesquisa sobre histórias, contos e lendas da África com o objetivo de trabalhar em contação de histórias. Recentemente utilizei AS TRANÇAS DE BINTOU E O TAPETE MÁGICO, foram trabalhos muito interessantes. Ontem li A ÁFRICA, MEU PEQUENO CHAKA.... que gostei muito principalmente como forma de propagar a riqueza da cultura e arte do continente africano.
Autora:Sellier, Marie
Ilustração: Lesage, Marion
Tradutora: D'Aguiar, Rosa Freire
Ano: 2009

Já estou idealizando esta história sendo contada com a riqueza de informações e obras de arte africanas citadas no enredo, expostas ao ouvinte de maneira artística e educativa.
Investirei na idéia.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

cataguasesarte.blogspot.com


Feira Nordestina de Anísio Medeiros

Descobri há pouco um blog muito lindo criação do artista Ronan Lobo; nele Ronan mostra as maravilhas artísticas de Cataguases. É um trabalho/divulgação que tenho sentido vontade de realizar mas, devido a falta de tempo adiei esta tarefa; agora não necessito me preocupar tanto pois Ronan está fazendo isso e muito bem.
É uma leitura visual,artística e cultural sobre Cataguases que vale a pena conhecer.
Segue endereço do blog http://cataguasesarte.blogspot.com


terça-feira, 27 de abril de 2010

Histórias de princesas



Veja que descoberta legal através de minha amiga Ana Paula Fernandes,mestranda pela UFV.
Boa leitura para todos nós.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Leitura e cidadania por Telma Weisz



Telma Weisz é doutora em psicologia da Aprendizagem e do Desenvolvimento,uma das autoras dos Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa e coordenadora do Curso de Especialização em Alfabetização(Pós-Graduação Lato Sensu) no Instituto Superior de Educação Vera Cruz na cidade de São Paulo.
Em entrevista à Editora SM - Conquistar a leitura, conquistar cidadania ela faz reflexões valiosíssimas sobre a leitura no processo de desenvolvimento da criatura como ser social.
Abaixo apenas uma das perguntas da editora e respectiva resposta.

SM = Mas a escola é capaz de transformar a sociedade?

Telma Weisz - A escola nunca é melhor do que a sociedade onde ela está. Existe, sim, uma negociação. Mas a escola não puxa a sociedade. A relação das pessoas com o mundo da palavra escrita, com a formação dos leitores, é função da forma como começaram a participar do mundo da escrita, na escola. Não é porque você faz um som diante de um conjunto de letras que você é um leitor. Existe uma forma que, se não for aprendida, o impede de encontrar sentido no texto. Os alunos saem do 9º ano sem saber ler jornal, não porque são analfabetos. É porque nunca foram colocados na situação de enfrentar um texto jornalístico e produzir idéias a partir disso. Introduzimos uma prática, em São Paulo, segundo a qual o professor deve ler diariamente para seus alunos. A meta é ler sempre coisas que estão um paço à frente do que seus alunos são capazes de ler sozinhos. Se o professor não faz essa ponte, ela não acontece. Fica um vazio entre a competência leitora que o aluno tem e o mundo dos textos que estão disponíveis. Na pós-graduação temos de ensinar a ler textos. Todos nós estamos em processo de alfabetização.

Para ler a entrevista na íntegra adquira a revista gratuita para escolas e educadores através do site www.edicoessm.com.br

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Ana Paula Fernandes de Mendonça diz:

Tenho realizado leituras acadêmicas de grande importância para a área de formação inicial e continuada de professores. O primeiro livro "Crise da Escola e Políticas Educativas" é um convite àqueles que tentam compreender o realismo cruel e contraditório da educação, entendendo as diferentes conjunturas para que se possa contemplar projetos emancipatórios. O segundo livro "Quando a diversidade interroga a formação docente" confirma a tendência dos cursos de formação em elaborar programas únicos que tentam preparar profissionais para trabalhar em qualquer escola como se houvesse um padrão de professor, de aluno, de escola e até de educação. A obra estimula a ruptura com paradigmas conservadores e estimula posturas que considerem as diversidades sociais, étnicas, raciais, geracionais, de campo, de gênero, entre outras que fazem parte da arena social onde o famoso núcleo comum do currículo padrão não alcança. Os autores das duas obras são pesquisadores, professores universitários e sobretudo, cidadãos comprometidos com a luta social. Vale a pena!

A pedagoga Ana Paula é mestranda na Universidade Federal de Viçosa, para conhecer suas pesquisas e lutas visite o seu blog:
http://brasilafroaxe.blogspot.com/


terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Histórias que os espíritos contaram









Concluí a leitura de uma livro muito interessante e rico de informações para os estudiosos da mediunidade. Seu autor é o brilhante pesquisador Hermínio C. Miranda que relata depoimentos de espíritos através da mediunidade. "São histórias sem fantasia, retoque ou embelezamento para abrandar-lhes o impacto ou adoçar-lhes o conteúdo", afirma Hermínio.
São narrativas reais vividas por espíritos em algum tempo de nossa história e que embora mortos para a sociedade humana, seus feitos continuam a refletir sobre eles próprios ainda hoje.
Todas as criaturas envolvidas nestas histórias tiveram contato direto ou indireto com Jesus, trabalharam em seu nome e por motivos que vale a pena descobrir nesta leitura tornaram-se opositores do Cristianismo lutando ferozmente contra o Cristo.
Através de um trabalho de amor, psicologia e evangelho Hermínio e sua equipe de médiuns conseguem esclarecer essas criaturas espirituais e auxiliá-las no direcionamento para um novo caminhar vindo futuramente a refazer os atos do passado em novas reencarnações buscando renovação de idéias e lutas consigo mesmos para aprenderem a amar o evangelho, implantando-o dentro de si mesmos e consequentemente nas sociedades das quais fizerem parte.
Excelente leitura para essas férias.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Descobrindo Vera Rossi


Descobri nesta semana um site encantador:http://www.contandohistoria.com/

O site é criação de Vera Rossi com inúmeras histórias belíssimas muito bem ilustradas, nos mantendo ligados em cada uma. Amei cada imagem delicada que nos remete a um mundo de sonhos e fantasias que faz muito bem ao nosso íntimo psíquico.
Estou utilizando-o nesta e na próxima semana para trabalhar sobre histórias e contos. As crianças estão adorando ler acompanhadas de imagens tão belas.
Parabéns Vera visitaremos você sempre.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Hoje é Dia Nacional do Livro - 29 de outubro de 2009

Eu sou o mundo

Eu sou o mundo e o mundo sou eu,
porque, com o meu livro,
posso ser tudo o que quiser.
Palavras e imagens, verso e prosa
levam-me a lugares a um tempo próximos e distantes.

Na terra dos sultões e do ouro,
há mil histórias a descobrir.
Tapetes voadores, lâmpadas mágicas,
génios, vampiros e Sindbades
contam os seus segredos a Xerazade.

Com cada palavra de cada página
viajo pelo tempo e pelo espaço
e, nas asas da fantasia,
o meu espírito atravessa terra e mar.

Quanto mais leio mais compreendo
que com o meu livro
estarei sempre
na melhor das companhias.

Hani D. El-Masri
*Tradução: José António Gomes

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Washington Magalhães: leitor a qualquer hora.

18 horas e 12 minutos; caminhava eu tranquila pelo Calçadão após acompanhar calorosa reunião extraordinária de nossa Câmara Municipal que ouviu, dialogou e acordou ações em parceria com os servidores públicos municipais de educação, em greve; encontrei o autor cataguasense Washington Magalhães, que num momento de lazer lia:
CALIGVLA E NERO, livro de Caio Suetônio Tranquilo, autor romano falecido por volta do ano 140 de nossa era.
Nessa obra Caio apresenta e analisa fatos da vida dos dois imperadores Calígula e Nero, personagens da história romana com seus estilos inconfundíveis de desequilíbrios morais, espirituais e éticos, claramente percebidos nos períodos em que governaram.
Conversamos por algum tempo e Washington me disse que comprara o livro a tarde para descansar um pouco, mas que está lendo no momento é o livro ASPECTOS SURREALISTAS EM O AGRESSOR, DE ROSÁRIO FUSCO, da autoria de Anice Mamede.
Washington como amante da leitura e autor, lê em qualquer lugar. Não me esqueço de quando ele morava na rua Tenente Fortunato e colocava uma cadeira de praia na calçada acompanhado de sua flauta e hora tocava, ora lia. Era uma imagem agradável de ser vista.

Quero aproveitar para citar sua mais nova criação, a revista TICTAC; mas sobre ela falarei outro dia.
Obrigada Washington por todos os esclarecimentos que me deu em tão poucos minutos juntos.
Bom trabalho sempre!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

FELICA 2009

FESTIVAL LITERÁRIO DE CATAGUASES
Acontecerá nos dias 10, 11 e 12 de setembro de 2009. Haverão palestras, debates, oficinas profissionalizantes, contação de histórias e inúmeras outras atividades atendendo o público infantil, juvenil e adulto. Entre no site para conferir e fazer sua inscrição.
Convidados:
Tatiana Salem Levy
Ronaldo Werneck
Luiz Ruffato
Gabriel o Pensador
Ferreira Gullar
Ronaldo Guimarães
Lina Tâmega
Joaquim Branco
Fernando Cesário
Fabrício Carpinejar
Chico Cabral
Carola Saavedra
Desejo ótima trabalho a todos envolvidos na organização deste festival.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Álvaro Otoni em Cataguases

Nesta semana, estamos tendo novamente o prazer de receber em Cataguases o escritor Álvaro Otoni, através do trabalho super legal da professora Andrea Toledo no Instituto Francisca de Souza Peixoto, com o seu tão conhecido projeto "Escrevendo com o Escritor" que tive a felicidade de estar presente em sua primeira edição há 10 anos.
Álvaro durante 3 meses escreveu juntamente com crianças de 7 a 10 anos a história "Aventuras de um príncipe tímido pelas terras do amor".
Esta semana Álvaro veio se encontrar com estas crianças para conversas, contar e cantar histórias como é característica sua; ver os trabalhos produzidos pelos estudantes que participaram do projeto.



Álvaro foi entrevistado por um grupo de crianças, com as mais variadas perguntas sobre momentos de sua vida como cidadão e autor. Também foram realizadas várias atividades através de textos, desenhos e maquetes inspiradas nas obras o autor.






As crianças felizes compraram livros e queriam autógrafos claro, conhecendo o autor e sua obra é prazeroso adquirir seus livros e lê-los.

Parabéns Andréa pelo trabalho que desenvolve.

Para conhecer o trabalho realizado é só visitar o blog:

http://escrevendocomescritor.blogspot.com/

sábado, 13 de junho de 2009

Sábado, fim de tarde; caminhava eu tranquila pelo bairro Primavera quando encontrei Taylani e Thiago gostosamente curtindo leitura e desenho.
Taylani lia uma história em quadrinhos da Turma da Mônica mais precisamente da Magali, enquanto isso Thiago calmamente fazia um desenho com lápis colorido em folha de papel pardo.
Conversando com a mãe das crianças fiquei sabendo que eles fazem isso sempre para ajudar a tomar conta do ponto comercial que ela tem, quando é necessário que ela fique dentro de casa nos afazeres domésticos.
Taylane estuda na E.E.Astolfo Dutra e lá sei que é estimulada a ler e produzir textos em formas variadas pois anualmente a escola produz o festival "Cantos e Encantos da Poesia".
A leitura é ato de amor por si e pela vida com infinitas possibilidades de aprimoramento íntimo.
É maravilhoso captar essas imagens no dia a dia da cidade.

"Um país se faz com homens e livros".
Monteiro Lobato

quarta-feira, 13 de maio de 2009

sábado, 18 de abril de 2009

O Livro dos Espíritos

No dia 18 de abril de 1857, era lançado em Paris na França O Livro dos Espíritos; obra de filosofia espiritualista escrita por Espíritos diversos através de médiuns adolescentes. Os textos foram devidamente catalogados, avaliados sob o olhar atento e crítico do professor Hippolyte Leon Denizard Rivail. A obra trouxe para a sociedade terrena imenso manancial de informações sobre a vida e a morte; Deus e os Espíritos; leis divinas; relacionamentos sociais entre encarnados e desencarnados e uma gama de informações que norteiam a vida humana num cunho ético, moral e cristão.
Vale a pena conhecer a obra que enriquece os pensamentos e produz novas idéias e ações na vida de quem a conhece. São 152 anos de influência na sociedade conduzindo a criatura terrena a níveis de reflexões bem mais profundos dos que tínhamos até então.

18 de abril - Dia Nacional do Livro Infantil
















Nos dias atuais é absolutamente natural uma livraria ter um espaço voltado para o público infantil mas, nem sempre foi assim.
Quem muito trabalhou para a mudança desse panorama foi José Bento Monteiro Lobato que disse: "Ainda acabo fazendo livros onde as nossas crianças possam morar".
Autor de vastíssima obra voltada para o público infantil, suas histórias encantam crianças ontem e hoje.Seu nome está eternamente gravado no mundo infantil e adulto através dos personagens do Sítio do Picapau Amarelo dentre outros de igual beleza e encantamento.

Dia 08 de janeiro de 2002, o então Presidente da República Fernando Henrique Cardodo, instituiu o Dia Nacional do Livro Infantil na data de 18 de abril, por ser a data de nascimento de Monteiro Lobato.
É nosso desejo que as futuras gerações saibam apreciar, valorizar e divertir com esse altor que tanto fez por nosso país.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Cirurgião de 16 anos é leitor desde os 2anos


Cirurgião mais novo do mundo começou a ler aos 2 anos
João Augusto - Brasil Que Lê - 31/3/2009

O indiano Akrit Jaswal completa 16 anos no dia 23 abril. Coincidência ou não, é o Dia Mundial do Livro. Livro, aliás, que faz parte da vida desse garoto prodígio desde os 2 anos de idade, quando começou a ler e escrever apenas olhando as páginas dos livros que chegavam às suas pequenas mãos.

Nascido em uma família pobre, Akrit fez dos livros sua melhor companhia. Aos 5 anos, já estava lendo poesia e obras de Shakespeare. Depois, passou à sua maior paixão: livros sobre Medicina.

Aos 7 anos de idade, tornou- se o cirurgião mais jovem do mundo, quando a família de uma menina da sua aldeia solicitou a sua ajuda para realizar uma cirurgia. A menina havia sofrido um acidente e queimado os dedos, que acabaram colando uns nos outros; Akrit realizou a operação, extremamente bem-sucedida, que foi filmada e surpreendeu os médicos de todo o planeta.

Por seus dotes incomuns, o menino foi transformado em celebridade e ganhou páginas de jornais e lentes de TV em todo o mundo. Tornou-se o mais jovem universitário da Índia e estuda atualmente na Universidade de Harvard nos EUA, onde está no 2º ano de Bacharelado em Zoologia e Botânica.

Akrit possui livros como Gray's Anatomy, e manuais de cirurgia, anestesia, anatomia, fisiologia, cancer e outros. Ele declarou tê-los dominado com o seu hábito de ler pelo menos uma hora todos os dias.

O estudante indiano surpreendeu o mundo ao dizer no programa televisivo da apresentadora norte-americana Oprah que, com sua superinteligência, ele leu todos os tratados atuais de Oncologia e descobriu as falhas e limitações da atual pesquisa do câncer; afirmou que ele possui a solução do problema e que pode criar novos remédios e novas tecnologias de tratamento oncológico, mas que para isso precisa antes formar-se oficialmente como médico e criar um centro filantrópico de estudos, para tratar gratuitamente os milhares de doentes da Índia. Com estas afirmações, tornou- se instantaneamente uma celebridade nos EUA, conseguindo grandes doações e apoios para as suas pesquisas.

O sonho de Akrit é encontrar a cura definitiva para o câncer e para a Aids. Um sonho que passa pela generosidade desse adolescente e reafirma o fato de que, mesmo diante da genialidade, os livros são fonte inesgotável de sabedoria, prazer, conhecimento e evolução.


(Reprodução autorizada mediante citação da 'Brasil que Lê - Agência de Notícias')
Contato: agencia@brasilquele.com.br

quinta-feira, 2 de abril de 2009

O Cristianismo no Império Romano

"Em seus primórdios, o cristianismo era uma religião que pregava a libertação dos escravos, isto é, dos oprimidos do Império Romano. E estes escravos não eram nada menos que oitenta por cento de toda a população do Império. Nos seus três primeiros séculos de existência, o cristianismo difundiu-se e organizou as massas populares em torno de um Deus que prometia a bem-aventurança eterna aos sofredores e o inferno aos que gozassem de bens desta terra. Durante este período, cresce um sentimento comunitário entre as pessoas e, portanto, entre homens e mulheres.
O cristianismo era então menos misógino do que as outras grandes religiões: o judaísmo, o budismo, o hinduísmo e o confucionismo e mais tarde o islamismo, porque todas elas haviam nascido em sociedades mais agrárias, ao passo que a Roma urbana e avançada aproximava-se mais da economia de mercado capitalista. Porém, quando os cristãos ajudaram a derrubar o Império Romano a partir do seu interior, minando-o de dentro para fora, novas culturas bárbaras haviam ocupado o espaço deixado pela cultura greco-romana. E as mulheres foram pouco a pouco perdendo a participação ativa e igualitária que haviam conquistado na nova religião.
Os primeiros cristãos romperam com os papéis sexuais tradicionais e advocavam como estado perfeito de vida o celibato. Este novos papéis, que se afastavam da família convencional, eram bastante atraentes para as mulheres das classes populares, sobrecarregadas com o trabalho doméstico e o externo à casa. No começo, a perseguição das autoridades era feroz, e muitos cristãos pereceram martirizados, inclusive mulheres de famílias dominantes que, pouco a pouco, também foram atraídas pela nova religião.
Nos primeiros séculos, homens e mulheres celibatários dedicavam-se inteiramente ao serviço de Deus, e isto era uma promoção enorme para as mulheres. Mosteiros foram sendo criados, principalemte depois que o cristianismo se tornou a religião oficial do estado. Nesses mosteiros, mulheres tinham um destacado papel e muitas vezes eram consideradas com dignidade tão grande quanto a dos bispos. A partir desta época, a administração do cristianismo foi pouco a pouco se tornando autoritária e centralizada, e eram apenas essas mulheres religiosas que podiam ter algum desenvolvimento intelectual e de sua capacidade de decisão.
No entanto, como os padres da Igreja eram homens e rejeitavam o corpo, e, portanto seus desejos sexuais, o misoginismo foi crescendo na igreja. Este sistema antimulher considerava o estado do casamento inferior ao do celibato. A mulher virgem passou a ser admirada, e a Virgem Maria tornou-se o modelo de todas as mulheres. Embora a Igreja nascente tenha sido, em seus primórdios, libertadora da mulher, era agora a força mais importante e profunda para intensificar a sua submissão."


Vale a pena continuar a leitura desse texto super interessante que faz parte do capítulo 11 do livro A MULHER NO TERCEIRO MILÊNIO de Rose Marie Muraro; aqui ela avalia a situação da mulher no Império Romano. No livro de forma leve e histórica aborda a história da mulher na sociedade terrena, desde épocas mais remotas. Rose analisa o papel da mulher neste terceiro milênio.

Muraro, Rose Marie; A mulher no terceiro milênio; Editora Rosa dos Tempos; 3ª edição, Rio de Janeiro,RJ, páginas 98 e 99